quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Bursite trocantérica, como tratar?


A bursite trocantérica causa dor na lateral do quadril e na coxa, podendo causar dificuldade para caminhar. A pressão direta sobre a bursa aumenta a dor e é difícil deitar sobre o lado afetado. 

Por todas estas manifestações, a bursite trocantérica pode prejudicar o sono, evitar a realização de atividades físicas e reduzir significativamente a qualidade de vida.

A inflamação é causada por movimento exagerado dos tendões e fáscias sobre o trocânter maior e a pressão direta pode causar ou agravar os sintomas. Acredita-se que estas anormalidades possam alterar a marcha e consequentemente irritar a bursa trocantérica.

Causas

As causas da bursite incluem: 
  1. Trauma, microtrauma repetitivo e a sobrecarga dos tendões que correm em torno da bursa.
  2. Desequilíbrios musculares e anatômicos podem contribuir para o nascimento da doença, em particular: uma perna mais curta que a outra, a pelve em rotação ou apoio incorreto do pé que causam atrito a nível da bursa.
  3. Os exercícios incorretos ou simplesmente excessivos podem causar a doença porque provocam um contínuo atrito sobre a estrutura.
  4. Um distúrbio do joelho ou uma cirurgia no quadril pode alterar a estrutura da articulação, causando uma bursite trocantérica.
Fisioterapia 

A fisioterapia pode ajudar com aplicação de crioterapia, manipulação e ultrassom.

Se a causa da doença é um defeito anatômico, é essencial corrigir os desequilíbrios com palmilhas ou com uma correção manual da pelve.

Exercícios de reabilitação e de alongamento podem ser úteis juntamente com Terapia Manual ou Osteopatia para liberar o bloqueio das articulações.

O melhor tratamento também inclui prevenção porque se você não excluir as causas primárias, a desordem certamente se repetirá.

Os exercícios devem ser adaptados as necessidades dos atletas, é necessário agir com:

  • Uma melhor distribuição dos períodos de carga e descarga
  • Evitar certos exercícios muito estressantes para a bursa.

Desta forma, você tem grandes benefícios e evita as recaídas.

Entre os possíveis esportes, a natação é permitida se não causa dor, enquanto o ciclismo pode piorar a inflamação, portanto deve ser evitao.

Tratamento

A maioria dos pacientes com síndrome de dor trocantérica reage bem ao tratamento com fisioterapia. O tratamento, no caso de ser uma lesão aguda, tem como objetivo inicial controlar os sinais inflamatórios, através de:
  • Descanso: Evite caminhar e estar muito tempo de pé. Andar a pépode significar um agravamento da sua lesão. Se necessário numa fase inicial, use canadianas
  • Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 15' e depois espere pelo menos 2 horas de aplicar novamente. Repita 2 a 3 vezes por dia.
Assim que os sintomas diminuírem, deve ser iniciado um programa de fisioterapia. As técnicas que revelam maior eficácia nesta condição:

  • Exercícios de alongamento progressivo, principalmente do tensor da fáscia lata. Mais dicas aqui e aqui
  • Aplicação de ultra-som e TENS poderá ser benéfica para aliviar a dor.
  • Exercícios de fortalecimento dos abdutores da coxa, sobretudo o glúteo médio, serão necessários para o retorno à actividade e para diminuir o risco de recidivas.
  • Aplicação de gelo no final dos exercícios para prevenir sinais inflamatórios.
Até breve!

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Dor pode virar doença crônica


sexta-feira, 8 de abril de 2016

Tendinite no punho e a prática do têni


O punho é uma das articulações mais complexas do corpo humano. É formado por dez ossos (oito pequeninos ossos do carpo que se unem aos dois ossos maiores do antebraço). Eles se movem em múltiplos planos. Todos os ossos são interligados e estabilizados por ligamentos, cápsula articular e tendões.

O tenista, como a maioria da população em geral, ao apresentar uma dor no punho, logo pensa que se trata de algo sem importância e que irá passar com o tempo. Essa atitude é errada e deve ser evitada, pois a lesão pode se agravar e se tornar crônica.

A Tendinite

Quando a causa da dor é fora da articulação, pode-se determinar o local dos sintomas com mais precisão e clareza pelo atleta. Um diagnóstico nessa categoria é a tendinite do Extensor Ulnar do Carpo. Ele é um forte músculo que tem a função de estender o punho e se insere na base do quinto metacarpo. 

É sobrecarregado em movimentos laterais e de rotação do punho, muito usado durante a realização do saque e do "smach". Outra patologia com origem fora da articulação que pode causar dor no punho são os cistos sinoviais. Ele se forma quando líquido sinovial, que tem a função de nutrir e lubrificar a articulação, acaba "vazando" e formando um nódulo, geralmente na parte dorsal do punho.

Lesões dentro da articulação geralmente causam sintomas mais espalhados e que pioram com movimentos de força e impacto. No tênis observa-se a piora ao se realizar um ataque de direita (ou "forehand") ou um voleio. Essa dor pode ser decorrente de uma lesão ligamentar no punho, de uma lesão da cartilagem articular ou de uma ruptura de um pequeno menisco que existe na parte lateral da articulação, chamada de Fibrocartilagem Triangular. Essas estruturas podem ser palpadas e definidas suas possíveis lesões com o exame clínico feito pelo Fisioterapeuta. Também o auxílio de exames de imagem de alta definição, como a ressonância nuclear magnética, ajudam na definição do diagnóstico.

Tratamento

Todos nós iremos apresentar uma redução de elasticidade em nossos tecidos a partir dos 25 anos de idade, porém, esta perda começa a se acentuar durante a quarta década de vida (31 a 40 anos). Portanto exercícios de alongamento realizados diariamente auxiliam na manutenção da flexibilidade do sistema músculo-esquelético e na prevenção de tendinopatias.

Também devemos associar exercícios de fortalecimento do punho para continuar praticando o tênis. 

terça-feira, 22 de março de 2016

Cefaléia e tratamento

A cefaléia tensional é uma das formas de dor de cabeça mais comuns. Ela pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum em adultos e adolescentes.

Se uma dor de cabeça ocorrer duas ou mais vezes por semana durante vários meses ou por mais tempo, a doença é considerada crônica. As cefaleias crônicas e diárias podem ser resultado do tratamento insuficiente ou excessivo de uma cefaleia primária. Por exemplo, os pacientes que tomam analgésicos mais de três vezes por semana, regularmente, podem desenvolver cefaleias de rebote.

A cefaleia tensional pode ocorrer quando o paciente também apresenta enxaqueca. Ela ocorre quando os músculos do pescoço e do couro cabeludo ficam tensos ou se contraem. As contrações musculares podem ser uma resposta a estresse, depressão, trauma na cabeça ou ansiedade.

Qualquer atividade que exija que a cabeça seja mantida em uma mesma posição por muito tempo sem se mover pode causar uma dor de cabeça. Isso inclui atividades como digitar ou realizar outras ações no computador, trabalhos manuais delicados que exigem precisão e atenção e a utilização de um microscópio. Dormir em um quarto frio ou dormir com o pescoço em uma posição incomum também pode desencadear uma cefaleia tensional.

Entenda a diferença


A cefaléia causada pela tensão normalmente é uma dor de cabeça generalizada e a principal característica é uma forte pressão nas partes laterais e na parte de trás da cabeça ou pescoço. A dor pode durar de 30 minutos a duas horas e, nos casos mais graves, até dois ou três dias consecutivos, e desaparece de forma instantânea.

Geralmente a cefaléia é causada por tensões e pode desaparecer em pouco tempo e com apenas algumas massagens no pescoço e nas costas. A dor de cabeça emocional é mais leve e normalmente tem como causa insônia, tensões emocionais, pressão alta, cansaço, estresse, infecções ou imunidade baixa.
A enxaqueca é uma dor localizada em áreas mais específicas da cabeça, pode ocorrer num lado ou no outro, provocando outros sintomas desagradáveis, como cansaço, tontura, náuseas, desorientação, alterações visuais. Ela não desaparece de repente, como a cefaleia/dor de cabeça. E seus sintomas são mais diversos e dolorosos.

Recomendações


Estes são alguns dos exercícios recomendados com mais frequência para a terapia da dor cervical (cervicalgia) e Cefaleia Tensional. Eles foram compilados para dar a você, mais um apoio em seu programa de exercícios. Seu médico ou fisioterapeuta selecionará os mais adequados para seu caso, e, conforme a evolução do mesmo, irão indicando outros exercícios, substituindo ou adicionando conforme a sua necessidade específica.



Até mais!!


sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Dor torácica e cifose

A coluna torácica é vulnerável a lesões quando há uma rotação súbita e forte que sobrecarregar as articulações da coluna vertebral e costelas. Esse movimento brusco pode provocar dor na região torácica. 

Dor torácica e a cifose

Outro problema que pode provocar dor no local é a má postura. A "postura caída" com os ombros enrolados para frente, leva a cifose(conhecida como corcunda) dando a aparência de seios caídos onde as escápulas escorregam em torno da caixa torácica. 

Na prática, quando existe tensão demasiada ou falta de mobilidade em algum dos músculos que circundam o tronco, aparecem os desequilíbrios e os desvios posturais, que podem trazer desconforto e dores em um primeiro momento e deformidades ósteo articulares ao longo do tempo. 

O aumento da curvatura cifótica promove alterações anatômicas ocasionando o dorso curvo, gibosidade posterior, encurtamento vertebral e pode ocorrer déficit respiratório, por reduzir a capacidade de sustentação da coluna vertebral e também a diminuição da expansibilidade torácica.

A cifose postural é muito comum na adolescência, tanto nos meninos como nas meninas. Estes adquirem maus hábitos no sentar, andando, estudando e até mesmo em pé. No adulto, em mulheres idosas, a cifose pode aparecer devido a osteoporose, cujas vértebras em conseqüência de uma rarefação ósseas, ficam fracas ou em forma de cunha. 

Como prevenir a dor torácica

Algumas formas de evitar que a dor no peito: 

1. Manter a boa postura sentado para distribuir bem o peso do corpo;

2. Praticar exercícios pelo menos 3 vezes por semana para que os músculos fiquem fortes e alongados. 

3. Emagrecer se estiver acima do peso ideal para evitar a sobrecarga das articulações da coluna;

4. Não carregue muito peso, como mochilas e pastas pesadas por mais de 10 minutos por dia e evite o stress.

Ao seguir estas orientações as chances do indivíduo desenvolver uma dor nas costas serão diminuídas consideravelmente.

Como tratar 

Para melhorar esta postura realize os seguintes exercícios:



Estenda os braços para trás e para cima, de forma passiva, e fique nesta posição por 20 segundos, segurando-se numa rede ou com ajuda de outra pessoa.










Fique de pé, de frente para um canto. Coloque as mãos (ou os antebraços) contra as paredes e deixe o corpo cair para a frente. Pressione o corpo para dentro de tal forma que você sinta a tensão na frente da caixa torácica. Fique nesta posição por 20 segundos.









Mantenha o antebraço na mesma posição de “A” e firme os pés no chão. Gire o tronco para fora e para a frente de maneira a que o peito seja empurrado o mais possível para a frente. Sinta a tensão no peito e na parte anterior dos ombros. Fique nesta posição por 20 segundos.







Com ajuda de outra pessoa, mova os braços para trás, alcançando a maior distância possível. A parte de cima dos braços continua junto aos lados do corpo. Fique nesta posição por 20 segundos.






Até mais!






segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Cuidados com o uso da bolsa ou mochila!

São vários tamanhos, modelos e cores de bolsas e mochila. Mas como saber se entre tantas, tem alguma que pode estar prejudicando a coluna vertebral?


Carregar excesso de peso é sempre prejudicial, principalmente se for em apenas um dos lados do corpo. A bolsa pesada força a pessoa a movimentar um ombro para compensar o peso que está apoiado no outro, forçando a coluna a se curvar. 

Se ao fim do dia você sente o ombro pesado e parece estar torta, pendendo para um dos lados, recomenda-se diminuir a bolsa.

O mais importante é fiscalizar o peso da bolsa, pois, na hora de colocar tudo o que você quer dentro dela, o peso pode extrapolar e, carregar uma bolsa pesada prejudica a coluna, gera tensão muscular, dor no ombro, dor de cabeça, e também no pescoço.


Algumas dicas que serve para bolsas e mochilas

1. Carregue o necessário. Revise sua bolsa/mochila de vez em quando para saber se não tem um item a mais que se tornou desnecessário.

2. Tente alternar o lado em que usa a bolsa. Ás vezes temos o costume de carregá-la de um lado só, e isto pode deixar o corpo em desequilíbrio, gerando sobrecarga.

3. Caso surja a necessidade de colocar na bolsa algo mais pesado, prefira distribuir o peso em outra sacola.

4. Quando for usar uma bolsa que possua material desconfortável, como argolas e alças, tente reduzir o conteúdo da bolsa para equilibrar o peso.

5. Na hora de escolher a bolsa, além de ser linda e estar na moda, é importante verificar se é confortável para carregar e, também, verifique o peso. Bolsas pesadas podem não ser a melhor escolha.


Fonte Dra Jerusa Pereira
Bolsa de mulher

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Lombalgia na Gestação – Dá para evitar?

Cerca de 50 % das gestantes apresentam dores nas costas, principalmente na região lombar. Essas dores causam grandes incômodos, prejudicam a qualidade de vida dessas mulheres e muitas vezes persistem por meses após o parto. 

O tratamento envolve exercícios direcionados para a região e fisioterapia. Como muitos medicamentos são contra-indicados, o ideal é que a gestante tente amenizar essas dores através da melhora da condição muscular e da postura, seja por mudanças no ambiente de trabalho, com exercícios físicos, massagens ou fisioterapia. 

Durante a gestação ocorrem mudanças biomecânicas, vasculares e hormonais que podem desencadear dores musculoesqueléticas, principalmente na região lombar, onde ocorrem maiores modificações. Se a gestante já tinha história de lombalgia previamente, são maiores as chances de que sofra durante a gestação. 

Elaboramos aqui alguns exercícios que mobilizam a região pélvica e que podem aliviar desconfortos lombares. Escolha um ou dois e faça quando estiver cansada, com dores ou no final do dia

Vale lembrar que toda gestante deve ter liberação médica para realizar exercícios, evitando colocar em risco sua saúde e a do seu bebê !!!

Inclinação lateral de tronco
 


Sente-se com as pernas cruzadas. Eleve uma toalha ou bastão com os braços abertos acima da cabeça. Inspire e quando expirar incline o tronco lateralmente, olhando para frente, sem tirar os glúteos do chão. Fique nessa posição por 10 segundos, respirando naturalmente. Quando for retornar, inspire e volte à posição inicial expirando. Repita 5 vezes para cada lado.




Flexão de tronco 

Sentada com as pernas cruzadas e coluna alinhada (apoio nos ísquios), segure uma bola grande à sua frente. Inspire e quando expirar deslize a bola para frente flexionando simultaneamente a coluna.

Fique nessa posição por 10 segundos respirando lenta e livremente, sentindo alongar a musculatura das costas. Retorne suavemente. Repita quantas vezes achar confortável.


Mobilização pélvica

Se você tiver uma bola de ginástica em casa faça exercícios de mobilização pélvica. Sentada na bola leve sua pelve lentamente para frente até apoiar-se no sacro. Fique nessa posição por alguns segundos e depois vá levando a pelve para trás, como se quisesse “arrebitar” o bumbum. Faça esses movimentos de forma lenta e suave. Repita quantas vezes achar confortável.

Depois você pode fazer a mesma coisa levando a pelve para um lado e para o outro. É só deixar as pernas mais afastadas.

Gato

Fique em posição de gato. Tome cuidado para não deixar as mãos nem muito para frente nem muito para trás. Deixe-as na linha dos ombros

Inspire olhando para frente, como se quisesse “arrebitar” o bumbum e aumentar os espaços entre as vértebras da coluna.

Depois expire e leve o queixo ao peito arqueando a coluna.



Faça esses movimentos ciclicamente, coordenando-os com a respiração. Repita 5 a 10 x.

Borboleta deitada


Deite com a coluna bem apoiada no chão, abrace as duas pernas em direção ao peito e relaxe a coluna, respirando suave e lentamente. Repita 5 a 10 x.

Use uma almofada, se necessário.